
Um ex-jogador da seleção brasileira recomenda Roger Machado como substituto de Dorival Jr.
A derrota do Brasil por 4 a 1 para a Argentina na 14ª rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026 é considerada um vexame histórico.
É um fato inédito: pela primeira vez nas Eliminatórias, o Brasil sofreu quatro gols em um único jogo, revelando fragilidades táticas, técnicas e emocionais contra um adversário que mais uma vez demonstrou superioridade no clássico sul-americano.
O placar, registrado no Monumental de Núñez, em Buenos Aires, não foi apenas uma goleada — foi um domínio completo que colocou a equipe de Dorival Júnior em uma situação crítica e reacendeu discussões sobre o futuro do comando técnico da seleção mais vitoriosa da história.
Nos bastidores da CBF, a pressão sobre Dorival Júnior atingiu níveis alarmantes. A possibilidade de sua demissão, que já era cogitada antes do confronto, ganhou força após o desempenho decepcionante contra os argentinos.
O técnico, que assumiu em janeiro de 2024, acumula 16 jogos, com 7 vitórias, 7 empates e 2 derrotas — um retrospecto que, aliado à ausência de uma identidade tática clara e à incapacidade de superar adversários fortes, como na eliminação para o Uruguai na Copa América de 2024 e agora esse revés histórico, torna sua continuidade quase inviável.
Com pouco mais de um ano até a Copa do Mundo, a CBF enfrenta um dilema: persistir com Dorival ou procurar um novo nome que possa revitalizar o futebol brasileiro.
Em meio a esse cenário, o ex-jogador Felipe Melo, agora comentarista da SporTV, compartilhou sua opinião sobre o assunto nesta quinta-feira, 27 de março de 2025. Ele afirmou que o Brasil possui treinadores locais capacitados para o desafio e sugeriu cinco nomes para liderar a Seleção.
Entre eles, destacou André Jardine, atual técnico do América do México, que já levou a seleção olímpica ao ouro em Tóquio 2020 e tem experiência com a CBF, além de Roger Machado, atualmente no Internacional, com quem trabalhou no Palmeiras em 2018.
“André Jardine já conhece a seleção e está fazendo um bom trabalho fora. Há uns cinco anos, trabalhei com Roger Machado e elogiei muito o trabalho dele”, afirmou Melo.
Embora Melo não tenha revelado os outros três nomes, sua confiança em técnicos brasileiros indica uma preferência por soluções internas, em vez de estrangeiras, como a tentativa frustrada com Carlo Ancelotti no ciclo atual.
A derrota para a Argentina não é apenas um tropeço isolado — é o auge de uma crise que se estende desde a Copa do Catar, em 2022, com eliminações precoces, campanhas inconsistentes e um futebol abaixo do esperado para uma seleção pentacampeã mundial. A goleada destacou a falta de repertório tático de Dorival, que viu sua equipe ser dominada desde o início, sem resposta para as investidas argentinas.
Embora a vaga para o Mundial de 2026 ainda esteja matematicamente garantida (o Brasil está em 4º lugar com 21 pontos), a preocupação é a falta de evolução e competitividade.
A sugestão de Felipe Melo, com nomes como Jardine e Machado, reflete a busca por um treinador que traga renovação e entrosamento, algo que Dorival, apesar de seu sucesso em clubes, não conseguiu entregar. Resta saber se a CBF agirá rapidamente ou prolongará a agonia de um projeto que, atualmente, parece destinado ao fracasso.



