
“Se esforçando para tomar o meu lugar”
O ex-jogador e ex-técnico do Internacional, Dunga, participou de uma entrevista ao UOL, onde não hesitou em criticar a forma como a imprensa o tratou durante sua atuação na Seleção Brasileira.
O antigo líder do Brasil nas Copas de 2010 e 2014 refletiu sobre sua jornada e questionou as razões por trás de não ter recebido uma segunda chance no comando da Seleção, algo que Tite obteve entre 2018 e 2022.
Na entrevista, Dunga afirmou que havia uma conspiração nos bastidores para removê-lo do cargo, destacando que Tite foi um dos principais interessados em assumir a Seleção.
“Muitos estavam fazendo campanha para entrar na Seleção Brasileira no meu lugar. ‘É minha hora, é minha oportunidade, é minha chance, eu estudei’.
Quando perguntado diretamente se um desses nomes era Tite, Dunga confirmou.
“É, ‘eu fiz, eu aconteci’. Envolveu a mãe, o pai, o tio, todos, e todos a favor.”
O ex-técnico do Brasil também defendeu que seu desempenho na Copa do Mundo de 2010 foi consistente e que ele merecia continuar, de maneira semelhante ao que ocorreu com Carlos Alberto Parreira em 1994.
De acordo com Dunga, o Brasil estava jogando bem e foi eliminado por detalhes, mas a imprensa preferiu pressionar por sua saída.
“Porque o futebol é orientado por resultados. O que é mais fácil no futebol? Substituir uma pessoa e resolver os problemas. Era necessário ter um responsável. Remove o responsável, seguimos em frente. O que mudou?”
Ao ser perguntado sobre como Tite conseguiu uma segunda chance no ciclo de 2022, Dunga respondeu com ironia, jogando a questão para os jornalistas:
“Ah, isso deveria ser perguntado aos seus amigos da imprensa.”
A entrevista repercutiu amplamente, especialmente porque Tite atualmente comanda o Flamengo e continua sendo uma figura de destaque no futebol brasileiro.
Por outro lado, Dunga, afastado do papel de técnico há alguns anos, mantém-se como uma presença ativa e controversa quando o tema é Seleção Brasileira.



